Anabelle, Emily, Maryane, James e Ralph foram todos para um mesmo local, precisavam desvendar o porquê. Deixaram Michelle na casa de Ana e foram, então, para a casa de Emily, já que seus pais viajavam.
Encontraram um quarto totalmente diferente do de Ana, exceto pelas três paredes pintadas de branco e a quarta de uma cor diferente. O quarto de Emily era com a cama virada para a janela, que possuía duas cortinas, uma branca e outra um tanto mais escura, parecia um azul igual a parede ao lado da janela, e lá possuía um mural, uma mesa e, por incrível que pareça, uma escada que daria a uma cama, como se fosse uma beliche. Do lado da porta de entrada havia um armário embutido na parede da cor branca.
– Uau... – comentaram James e Ralph após observarem o enorme quarto. – você é...?
– Rica? – interrompeu Mary – sim. Já que Emily é filha única, os dois quartos que havia ficaram todos para ela.
– Eu não sou rica. – começou Emily, fazendo um gesto que ninguém entendera o que exatamente era.
– Não vamos começar isso, não é? Anda, vamos sentar.
Os meninos, que obviamente não sabiam onde, esperaram Ana, Emily e Mary sentarem-se ao tapete que havia no centro do quarto, e logo se juntaram á elas.
– Vocês disseram que ela não possuía magia negra. Lá nunca há fogo, por menor que seja. – disse Ana revoltada.
– E não era para possuir. Tem alguma coisa errada, eu sei. Ana, sua irmã não é adotada, é?
– Não, nós somos parecidas, não pode ser. Meus pais teriam falado isso para mim.
– Ah, não, não, James, por favor, me diga que não. – disse Ralph olhando seriamente para James que retribuía o olhar com mesma intensidade.
– Não o que?
– Ana... – começou James gaguejando – é que, s-se ela não fo-i adotada...bem...pode haver uma...uma pequena possibilida-de de que a-quele demônio que tirou seus poderes tenha-a, ahm, entra-do na sua irm-ã e colocado se-eus poderes nela.
– O QUÊ?! – berrou Ana, se levantando olhando para James.
– Calma Ana, calma – disse Ralph se levantando também. – Nós vamos dar um jeito. Assim que matarmos o demônio...
– MATAR DEMÔNIO. EU NÃO POSSO DEIXAR QUE AS PESSOAS SE ARRISQUEM POR MIM DESSE JEITO. – interrompeu Ana começando a ficar vermelha.
– Anabelle, se acalme. – disse Emily se levantando e colocando a mão no ombro de Ana. – Nós vamos nos arriscar por você, é sério.
– Ana, quanto mais cedo matarmos o demônio, mais cedo os poderes voltam para você.
– Eles não tinham se ajustado? –perguntou Ana acalmando-se
– É um novo corpo. Por mais que sejam irmãs... – respondeu Ralph
– Minha irmã não pode ficar com magia negra. Temos que matar o demônio agora, mas Emily e Mary não podem se sacrificar por mim. Não...tem que ter outro jeito.
Mary suspirou e levantou, olhando diretamente para Ana.
– Nós vamos sim nós sacrificar por você. Querendo ou não.
– Ah não, não mesmo.
Ana abriu violentamente a porta do quarto de Emily, e saiu batendo o pé da casa.
– Eu falo com ela. Ralph treine com elas o feitiço. – disse James saindo atrás de Ana
– E como vamos saber se ele vai funcionar? Não temos nenhum demônio para testar aqui. – disse Emily sentando-se no chão juntamente com Mary e Ralph
– Esse feitiço consegue matar tudo, menos humanos. Vocês odeiam aranhas, certo?
– S-sim – responderam Mary e Emily com medo.
– Ótimo, vamos treinar com elas. – disse Ralph, segundos antes de – no meio da roda – aparecer uma grande jarra cheia de aranhas.
Mary e Emily se afastaram.
– Escute, o demônio é mil vezes mais assustador e mais ágil. Vocês precisam perder o medo. Quanto mais rápido matarem, melhor. Lembram as palavras?
As meninas confirmaram com a cabeça.
– Muito bem, ao em vez de demônio, digam aranha.
– O.k, solte logo essa coisa.
Ralph riu e abriu a jarra, fazendo sair uma pequena aranha, que olhava diretamente para Emily e Mary. Quando saiu, Ralph rapidamente fechou a jarra e observara as meninas fazerem o feitiço.
– Patent portae inferi, et aranea vixit. Patent portae inferi, et aranea vixit. Patent portae inferi, et aranea vixit.
Ainda repetindo as palavras, podia se ouvir “gritos” da aranha, e logo morrera ali, segundos depois desaparecendo como um pó.
– Prontas para mais uma?
– Sim – responderam Mary e Emily confiantes.
A poucos passos dali, Ana saia enfurecida da casa com James seguindo-a.
– Ana! Anabelle! Pare aí, me deixe conversar com você.
Ana parou e se virou, cruzando os braços.
– O que vai me dizer? Que elas não correm perigo? Você mesmo me disse que ele pode entrar nelas também!
– É apenas uma pequena chance! Ele vai estar visível, as meninas vão estar preparadas. – ele se aproximara de Ana – E sua irmã vai estar salva.
– Michelle. Se ela realmente possui magia negra... – sem terminar sua frase, Ana saíra correndo para sua casa, a dez passos dali, ainda sendo seguida por James.
– Michelle! – gritou Ana indo para o quarto de sua irmã – Miche! – abriu a porta do quarto. Lá estava sua irmãzinha com a babá, brincando de boneca sozinha.
– Ah, graças a Deus Srta. Charlotte! Sua irmã tem andado extremamente estranha. Eu fui lá a baixo pegar alguma coisa para ela beber, ouvi-a gritando, sabe, quando sempre fica com raiva, e voltei...o vidro estava quebrado – a mulher, com medo, apontou para a janela quebrada.
– Tudo bem, Marta, tudo bem. Feche a cortina, certo? Vou chamar alguém que possa concertar isso. Leve Michelle para meu quarto, e leve todos seus brinquedos.
– Certo. – Marta primeiramente hesitou, e então pegou Michelle e sua casinha de bonecas, levando para o quarto de Anabelle e voltando para pegar outros brinquedos. Quando finalmente fechou a porta do quarto de Ana, James disse:
– Quer que eu concerte? – disse ele olhando sorridente para Ana
Ela retribuiu o sorriso
– James...Marta não é uma bruxa. E eu sei que pessoas normais não podem aprender sobre bruxos, já vi muitos seriados e filmes.
– Certo...então vamos fazer do jeito normal. Me de suas ferramentas.
– Sério? – disse Ana ainda sorrindo.
– Sim. Eu não sou só um bruxo, esta bem? – ele riu.
Ana foi, então, no sótão, até claro. Onde havia muitas janelas e a luz do sol penetrava no lugar. Anabelle procurou as ferramentas, não tendo certeza onde estaria. Finalmente as achou entre caixas de papelão vazias. Involuntariamente, olhou para a janela e viu nela alguma coisa que não parecia humana...parecia um demônio. Gritando, se virou rapidamente, mas nada havia lá. Parou de gritar, surpreendida pelo rápido aparecimento de James.
– Ana? Ana? Esta bem? – disse ele apressando-se em chegar perto da menina – O que houve? Tem algum machucado? O que foi?
– Eu vi...o demônio, ali – disse a menina apontando para o vazio – Eu juro James. Ele estava me encarando, eu me virei e ele sumiu. Eu juro.
– Tudo bem, você está bem agora... – e delicadamente pegou sua mão.
Os dois se olhavam, Ana aparentemente com medo, James confortando-a. Iam se aproximando...aproximando...
Ana se afastara, antes de fechar os olhos, largou as ferramentas na mão de James e descera correndo para o quarto de Michelle.
James aparecera com as ferramentas. Olhava Anabelle indiferente, ainda sorrindo. Ela retribuíra, aparentemente, iriam fingir que nada aconteceu.
Na casa de Emily, as coisas iam bem melhores. As meninas haviam perdido o medo e só faltavam três aranhas, uma maior que a outra.
– Não podemos parar? Eu estou cansada. – disse Mary suspirando.
– É, eu também... – disse Emily indo se sentar na cama de casal.
– Ok. Vamos parar um pouco. – disse Ralph, deitando no chão.
– Alguém aí quer alguma coisa para beber?
– Suco – responderam Mary e Ralph juntos.
– O.k...eu vou lá pegar, já volto.
– Eu te ajudo... – disse Ralph levantando-se e indo atrás de Emily.
– Pombinhos, pombinhos. – disse Mary rindo quando fecharam a porta.
Mal passaram dois segundos quando James e Anabelle apareceram no quarto.
– Mais pombinhos. Onde estavam? – disse Mary sorrindo maliciosamente para eles
– Concertando a janela do quarto da minha irmã. Precisamos agir logo se quisermos matar o demônio – disse Ana sentando do lado de Mary
– Sua irmã quebrou a janela? – disse Maryane levantando-se assustada
– Sim, alguma coisa a deixou irritada. – Emily e Ralph haviam entrado – Ela tem mesmo magia negra.
– Sua irmã? – disse Emily quase jogando os copos no chão
Ana olhou para a jarra de aranhas
– Uau, só restam três?
– É, demos um tempo. – disse Emily dando suco de limão para todos.
– E a Michelle? Como vai ser para tirar a magia negra dela?
– Temos que matar o demônio. Isso vai fazer com que toda a magia volte para onde começou. Ana. – respondeu James deixando o suco de lado.
– E temos que agir rápido, se tiver que trancar a magia de Michelle a magia vai pertencer somente a ela e Ana perdera os dela. – acrescentou Ralph
– Eu não estou preocupada com a minha magia, só não quero que ela tenha magia negra, só isso. – disse Ana, bebendo o suco.
– Ela é muito nova... –começou Mary
Antes de continuar, deparou-se com uma Anabelle desmaiada no chão derrubando o copo que segurava.
– Ana? ANA! – gritou James dirigindo-se a garota. – Acorda! Anda! – e sabendo que seria em vão, colocou a mão em seu peito direito, fechou os olhos e falou baixas palavras, fechando os olhos. Repetiu-as pelo menos cinco vezes, e Anabelle acordara – Ana? Como está?
Ralph pegou o copo da garota e cheirou-o, tossindo logo em seguida.
– Antídoto contra bruxos. Oléru. Sim, um nome muito estranho.
– Isso mata bruxos? – perguntou Emily cheirando seu copo e tossindo também.
– Não, depende de como ingere. Se for naturalmente, sim, mata. Quem colocou isso? – perguntou Ralph observando James colocar Anabelle em seu colo.
– Quando fomos pegar o açúcar, e deixamos os copos de lado...não deve ter sido isso?
– Provavelmente. Anabelle – o garoto se virou para a menina – desculpe-me.
– Tudo bem – disse a garota com voz fraca, se apoiando no colo de James.
– O que está fazendo aí? – disse James ao Ralph com raiva – Vá pegar alguma coisa para ela melhorar!
Ralph também ficara com raiva, mas olhando para Anabelle e seu estado, saíra do quarto.
– Você vai melhorar, ta bem? – disse James acariciando Ana que quase dormia.
– Mary, é melhor irmos matar aquelas três ultimas aranhas.
Sem comentar, Maryane e Emily foram ao centro do quarto, e sem medo, tiraram uma aranha, a menor que restara, e começaram a fazer o feitiço.
– Aqui – Ralph entrara no quarto com um copo d’água, ou isso que parecia. – Eu coloquei a poção de cura rápida para o antídoto, James – falou depois de observar a cara do amigo. – Não é só água.
Ralph então se agachara em frente á Anabelle esperando-a levantar. James a ajudara a levantar-se. A menina tomou forças e bebeu até a última gota do copo.
– Tem alguma coisa muito estranha. Quem entrou aqui? – perguntou James – Nada mais é seguro?
– Matamos todas! – exclamaram Mary e Emily pulando pelo quarto.
– Já estamos prontos para o demônio! – disse Ana levantando-se. – Vamos buscá-lo.
A garota fez menção de ir, mas Ralph a segurou.
– Anabelle, ainda não está segura. Vai precisar se acalmar primeiro, depois elas ainda tem que matar coisas maiores. O demônio é grande, Ana.
– Eu vou ver como minha irmã está.
– Vou com você – disse James a seguindo. – Precisa estar segura – acrescentou quando viu sua cara.
– Agora vamos tentar matar a succa-maleum. É muito fácil de achar, esta é falsa, a verdadeira está em outro lugar que depois conjugarei para cá. – disse Ralph – Prontas? – Sim! – as duas responderam.
A porta do quarto se fechou. Fora James que ia atrás de Anabelle.
– Ana! Espere! – o menino gritou correndo atrás de Ana, que já estava bem à frente.
Finalmente havia alcançado-a, em sua casa. No segundo andar, uma mulher gritava e uma menina pequena chorava. Subiram as escadas correndo, e lá estava um homem um tanto alto, que se virou para Anabelle e James. Olhos azuis, moreno, com uma pequena barba, e uma boca pequena.
– Jack. O que faz aqui? – disse James se colocando a frente de Anabelle.
– Salvando a vida delas, obrigado. – respondeu o homem com desprezo.
– Ele é um bruxo também? – sussurrou Ana para James
– Vampiro. – ele respondeu sem olhar para a menina.
– Eu posso deixar isso com vocês agora. – e, parecendo um vulto, o Jack que estava na porta do quarto de Ana agora estava na frente de James, olhando para Ana. – É um prazer conhecê-la, madame Charlotte. – e agora, andando normalmente, saíra da casa de Ana.
James correu até o quarto, Marta e Michelle já não gritavam mais, estavam apenas juntas, e algumas gotas de sangue pelo chão.
– O que ele fez? – perguntou Ana se agachando a frente de Marta e Michelle
– Havia uma criatura horrível ali, parecia uma aranha gigante...ele bebeu o sangue dela.
James rapidamente fez menção para Anabelle tirar sua irmã dali, e foi obedecido. Sentou-se a frente de Marta, e colocou suas mãos em sua cabeça:
– Obliviscere.
De repente, a mulher com o rosto de medo, parecia agora confusa. James tirara suas mãos de sua cabeça.
– O que eu estou fazendo aqui? – perguntou ela olhando para o menino – Cadê a Srta. Charlotte e sua irmã Michelle?
– Ana! Volte aqui!
Em um piscar de olhos Anabelle aparecera com Michelle no colo, dormindo.
– Srta. Charlotte! – disse Marta levantando-se – Não sei o que houve aqui, um momento sua irmã estava brincando e em outro aconteceu tudo isso...
– Tudo bem...Marta, dispensada por hoje. Pode ir para sua casa, eu tomarei conta da minha irmã – respondeu Anabelle sorrindo gentilmente para a mulher
– Muito obrigada, Srta. Charlotte! – a mulher, nervosa, foi embora.
Alguns minutos depois, quando Marta havia ido embora, alguma coisa extremamente estranha havia acontecido. Michelle, que estava brincando em sua casinha de bonecas, começou a gritar e chorar, parecendo de dor, e sangue, de lugar nenhum, começou a pingar pelo quarto.
acho que você deveria postar agora, só acho (:
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