“COMO ASSIM?!” gritou uma menina do segundo andar de uma casa perto do subúrbio habitada por, até onde se era possível perceber, habitava-se de três amigas as 21hrs de pijama
– Mary! – falou outra, quase sussurrando – é, nós terminamos.
– Anabelle Streyfad Charlotte, por favor, me diga que é mentira. – disse a voz de uma terceira menina.
– Ele estava bêbado! Eu não iria continuar com ele se ele bebesse de novo, vocês sabem que ele é viciado, eu avisei-o.
Houve um silêncio até que merecedor. Ficaram lá por mais de dois minutos até Maryane gritar novamente.
– MARY! Pare de gritar! – berrou Anabelle, antes de se dar conta que também havia gritado.
– Depois de ver Atividade Paranormal e ver um vulto passando pela janela você acha que eu, Maryane Barkeane, não vou gritar?
– Você me assustou! – disse a terceira
– Foi mal Emily, sério. – respondeu Mary
As meninas aproveitavam a noite antes de sexta-feira chegar, ainda tinham mais um dia de aula. Pouco tempo havia passado, as luzes apagaram.
– O.k, não foi legal. – começou Emily – Mary? Ana! Cadê vocês?
– Eu to aqui – respondeu Mary ao chamado de Emily agarrando sua mão – cadê a Ana? Anabelle! Ana! Ana?
Nada. Decidiram, por fim, que procurariam-na, mesmo que o medo do filme de terror estivesse à flor da pele. Acenderam, então, uma vela fraca, que iluminava pouco, mas era melhor que nada. Seguiram então até o andar de baixo, sussurrando e as vezes gritando “Anabelle” ou “Ana” o tempo todo, até que ouviram a voz de Ana dizer:
– O que estão fazendo aqui? VOLTEM PARA O QUARTO IMEDIATAMENTE! – berrou sua voz que vinha da cozinha
Obviamente, ao em vez de ser obedecida, Emily e Mary fizeram o oposto do que Ana havia mandado-as fazer.
Encontraram, então, uma Ana sentada no chão da cozinha, com as costas apoiada no balcão, abraçando suas pernas com a cabeça para baixo. Ao ouvir o som de mais um “Ana”, levantou a cabeça. Mas, ao em vez de olhos normais, a pele de sempre, e dentes brancos, ali se encontravam olhos que variavam de amarelo, para laranja, e vermelho, igual ao fogo. Sua pele parecia pele de cobra, cheia de “voltas”, e se podia notar “Mal” escrito em sua pele, que estava mais para um tom claríssimo de azul. Já seus dentes, todos eram extremamente pontudos e amarelos, nenhum deles tinha sequer a forma de um dente normal de um humano. Na verdade, ali não parecia ser algum humano.
– Ana...o que...? – Emily tentava dizer, sentindo a voz falhar em suas tentativas, até que finalmente: – O que houve?
Ao em vez de palavras, o que saiu da boca de Ana era, no entando, um rugido medonho, que fez Emily e Mary recuarem tanto para trás a ponto de baterem na geladeira.
Ouviu-se uma janela de vidro sendo quebrada e um jovem entrando na sala, e parando diretamente a frente de Ana.
– Get rid of malum invenitur spei. Get rid of malum ivenitur spei. Get rid of malum ivenitur spei. Get rid of malum ivenitur spei.
Depois dessas palavras, a luz voltou tudo tinha voltado ao normal, até Ana.
“O que aconteceu?” disse Mary olhando para o homem, que saíra da casa tão depressa que nem seu rosto pode ser notado certamente.
– Ana. – disse Emily olhando para a amiga desorientada no chão, parecendo que ia vomitar.
– O que aconteceu? – perguntou a menina com uma voz extremamente fraca e rouca
– O começo. – uma voz estranha, grossa, não era humana, ecoou pela casa.
– Começo? Começo de quê? – perguntou Ana olhando para todos os cantos da casa
Nada, nenhuma palavra da voz estranha.
– Quem era ele? – Emily havia entrado na conversa, aparentemente trazia junto um balde
– Pra que esse balde?
– Caso você queira vomitar, você esta pálida.
– Pelo menos Michelle está dormindo, cadê meu pai?
– Ele ia chegar tarde hoje, lembra?
– É melhor irmos dormir, sabe? Fingir que nada aconteceu. – sem dar mais ouvidos a comentários de Emily e Maryane, Ana subiu até o quarto e chamou as meninas.
O dia seguinte foi estranho. Enquanto as três voltavam do colégio e estavam indo para a creche buscar Michelle, aquele mesmo homem de noite passada simplesmente surgira na frente delas.
– Vocês só podem ser loucas! – começou ele, com fúria nas palavras – depois de ontem realmente não aprenderam a ter cuidados? Não viram o que aconteceu com Anabelle?
– Como sabe meu nome?
– Não importa, só importa que vocês precisam ter cuidado. Há muito mal por aí, vocês não sabem como se cuidar!
– Espera, o que quer dizer com isso? Por que precisamos ter cuidado? – perguntou Mary chocada.
O jovem deu um suspiro profundo, e então:
– Vocês são bruxas, possuem magia negra... magia muito forte – concertou depois de ver a cara das meninas – dentro de vocês, que foi tirada.
– Então...quer dizer que somos bruxas? – disse Emily quase rindo – ah, que ótima piada, não, sério! Mas guarde isso pro dia das bruxas. – e então, a garota fez menção de ir embora, sem a menor cara de que achou algo engraçado.
– Emily... – o garoto segurava sua mão, impedindo-a de ir – por favor, isto é sério, preciso que me escute.
Emily largou sua mão, cruzou os braços e disse, friamente, que estava escutando.
“Sim, vocês são bruxas, de sangue muito forte. Eu também sou, mas sou meio que apenas médio, o sangue da minha família não é lá tão importante. Mas, enfim, o poder de vocês três é realmente grande, e perceberam isso quando ainda eram pequenas. Quer dizer, seus pais perceberam, e foram obrigados a trancar a magia de vocês até que...se ajustasse.” O jovem olhou de Emily, para Mary e Anabelle, todas com uma cara confusa, que ele parecia se decidir entre estarem bravas ou felizes.
– Nossos pais também são bruxos? – perguntou Anabelle, que pela sua voz, estava com raiva. – Fomos privadas da magia por termos magia negra?
– Sim e sim. Mas não precisa necessariamente ficar com raiva, Anabelle, isso foi para o bem de todos e até de vocês.
– Eu tenho que pegar minha irmã na creche. Termine essa história logo – disse a garota fingindo não ter ouvido nada além de “sim e sim”.
“Há dezesseis anos, quando todos nós tínhamos apenas um ano, vocês três já faziam coisas extraordinárias, quando ficavam com raiva, algo quebrava, quando ficavam felizes, objetos ganhavam vida-. Quando ficavam tristes, chovia, lampejava. Bom, enfim, todo mundo percebia algo errado, e então decidiram que era melhor trancar a magia de vocês, e quando se ajustasse, ela voltaria a vocês normalmente, sem nenhum ritual nem nada.”
– E...? – disse Emily realmente confusa.
– E que ele voltou, Emily e Maryane possuem seus poderes. Anabelle, naquela noite, havia ganhado de volta os seus também, mas bem...o que entrou nela tirou os poderes de Ana.
– Vamos à creche, esta logo ali, você continua sua história até chegarmos lá.
– Como fazemos para tornar Ana a ter os feitiços dela? – falou finalmente Mary, que parecia acreditar na história
– Aquilo era um demônio. E vocês precisam matar ele, matar o demônio.
– Por que não você?
– Aquelas palavras que eu havia dito, era um feitiço, ele fez com que o demônio fosse embora, mas isso me proíbe de matá-lo.
– E como vamos matá-lo? Com feitiços? Nem sabemos nada dos feitiços, nada disso!
Haviam chegado à creche, Anabelle se apressou a pegar a irmãzinha, terminando com uma gesticulação nos lábios “Não falem nada sobre isso para ela”
– Ei, Michelle. – disse Ana, olhando para sua irmãzinha escondida atrás de sua perna olhando para o homem. – esta tudo bem, pequena, ele é meu amigo.
– Olá pequenina – disse ele se abaixando – sou James, prazer em conhecê-la.
– Oi James. – cumprimentou a menina, com uma voz tímida.
– Pai – disse Ana no almoço – eu vou voltar para casa mais tarde hoje, esta bem?
– Ah, sim, claro. Vai onde?
– A Loja Hignot & Hagtow, sabe? Com a Emily e a Mary.
– O.k, não volte tão tarde! Depois pegue dinheiro comigo.
Ana rapidamente terminou seu almoço, despediu-se de Michelle e o pai e subiu para seu quarto.
“James? Mary? Emily?” cochichou a menina entrando no quarto.
– Ana! – James chamou, em pé ao lado da cama, Mary e Emily já sentadas.
– Pode sentar, James, minha cama não morde.
James sentou, e de lá os quatro fizeram uma roda na cama, James contando a história do começo ao fim.
“Como eu disse para vocês, possuem magia negra, e de Ana foi tirada. Se quiserem restaurar a magia dela, precisam matar o demônio. Eu pedi para Ralph trazer o livro de feitiços, ele pode ajudar vocês a matá-lo.”
– James, que língua era aquela...que você falou...nos feitiços? – perguntou Emily sem coragem de olhar diretamente em seus olhos, envergonhada de sua atitude de antes.
– Latim. É, eu não sei falar latim, são feitiços. Os bruxos antigos acreditavam que latim era uma língua muito útil, extremamente poucos iriam entender. Na verdade, não falamos latim, falamos a língua normal, mas para TODO resto se ouve latim, é uma coisa muito esquisita.
– E para todos os feitiços precisa de palavras? – perguntou ela, engolindo o medo e olhando-o.
Ao em vez de respondê-la, sorriu, mas de repente, os travesseiros que ocupavam a cama de Ana parecem ter se tornados vivos. Flutuavam pelo quarto, e logo materiais escolares, e até eles estavam voando. Tudo lá ficou até mais claro, mais bonito.
– O que esta fazendo? – disse Ana sorrindo de orelha á orelha.
– Magia. Ela é forte, se quer saber. – terminando essa frase, tudo havia tornado a voltar a seu lugar, ajeitado, como se nunca estivessem levantado voo ou algo assim.
As meninas todas se encantaram, sorrindo para James que retribuía com mesmo entusiasmo. Mas, da janela, ouviam batidas, e um menino loiro, olhos azuis, com um sorriso largo e um nariz pequeno estava lá, sorrindo para todos eles com um livro em baixo do braço.
Anabelle se apressou a abrir a janela, temendo que Ralph caísse.
– Olá, Senhorita Charlote. – disse o menino, entrando no quarto e beijando sua mão. Depois, dirigiu-se para Mary – senhorita Barkeane – sorriu, beijou sua mão, e o mesmo foi feito com Emily – senhorita Hetany. – beijou sua mão, apertou a mão de James e sentara na cama.
– Desculpe-me, Anabelle, ele é assim, mal educado.
Ana sorriu de James para Ralph. O resto das meninas fez o mesmo.
– Então...vamos começar a aprender o feitiço? – disse Ralph abrindo o livro – As palavras são em latim, elas estão escritas em latim. Mas tem a tradução em baixo.
PATENT PORTAE INFERI, ET DIABOLOUS VIXIT.
A PORTA DO INFERNO VAI SE ABRIR, E O DEMÔNIO LÁ HABITARA.
– É, eu acho que a tradução deve ser mais complexa que a frase verdadeira. – disse James depois de ler, e olha para as meninas – Antes de treinarem esse feitiço, vamos fazer coisas mais simples como...
Mas, por sorte, reparara na face triste que Ana possuía em seu rosto.
– Anabelle Streyfad Charlote, não é para ficar triste. Você vai aprender com elas, e quando possuir sua magia, vai estar no mesmo nível que elas.
Ela não respondeu.
– Ana! Por favor, não fique triste, eu fico também. – tentou Mary.
– Ta tudo bem, gente, sério. – e então, sorriu.
Todos se levantaram, e Ralph ficou na frente.
– Vamos tentar feitiço de levitação, não precisa de palavras. Só sintam a gravidade ir embora e pensem em qualquer coisa que queiram levitar, mas deste quarto. Ajuda-me muito quando eu fecho os olhos.
Ele e James observaram as meninas – Emily e Mary – levitarem os travesseiros. Ana ficava lá, apenas de olhos fechados imaginando levitar alguma coisa.
– Agora, não percam a concentração. Se quiserem ajuda das mãos...tentem levitar duas coisas ao mesmo tempo.
Mary levou a mão para o lado esquerdo, colocando para flutuar a escrivaninha que havia no quarto, fazendo o que quer que esteja em cima da escrivaninha flutuar junto. Já Emily apontou a mão para James, mas ao em vez de levitá-lo, levitou o pequeno armário de roupas que havia atrás dele. Ana não fez absolutamente nada.
James cochichou alguma coisa para Ralph, e em seguida dirigiu-se a Ana.
– O que acha de irmos dar uma volta pelo parque? Eu adoro sorvete, a gente poderia tomar...o que acha?
Anabelle confirmou com a cabeça, e, pegando a mão de James, o levou a uma sorveteria a vinte passos de sua casa.
– Eu não sei vocês, mas acho que alguma coisa vai rolar entre os dois. – disse Ralph observando saírem juntos da casa pela janela. Depois virou-se de novo para as meninas – Mary, Emily, ótimo trabalho! Agora pensem que a gravidade volta lentamente, e os objetos necessitam voltar ao chão.
TAPUM.
A escrivaninha que Mary quase arremessara para o chão caiu, fazendo um enorme estrondo. Ralph mexeu as mãos, e em segundos tudo estava perfeitamente como antes de levitado, bem a tempo do pai de Ana aparecer no quarto.
– Esta tudo bem aqui? – disse ele, olhando Mary e Emily.
– Sim, tudo ótimo. – respondeu Emily
Ele, por fim, fez uma cara de dúvida e fechou a porta. Ralph saiu de baixo da cama.
– Mary, tenha cuidado! Por mais que os objetos precisem voltar ao chão, não significa necessariamente que precisam urgentemente.
– Eu sei...desculpe!
– Tudo bem – disse ele sorrindo e virando para Emily – Emily, ótimo trabalho. Agora vamos para o feitiço de acender, fechar, apagar, abrir. São quatro, mas são praticamente juntos.
Ana estava aprendendo tudo sobre o mundo da magia com James, enquanto lentamente terminava seu sorvete.
– Em cada país existe uma pedra, ela mais parece um diamante. É preta, redonda e lisa. Parece um vidro. Quem conseguir quebrar ela fica com toda a magia que possui, e acredite, é muita.
– Os bruxos antigos inventaram isso?
– Não, eles sempre foram contra. Quem inventou foi o mal, Ana. Onde há bruxos, o mal segue. Lá só possui magia negra, ou seja, uma magia muito forte. Quem quebrá-lo pode parar o tempo, voltar no tempo, lançar feitiços de morte instantânea, pode ser o verdadeiro Lorde. Mas a esse preço, ele libertara, então, todas as criaturas más que foram mortas. É muito importante que nunca encontremos isso, e garantir que ninguém encontre.
– O que mais?
– Tem o poder de ressuscitar mortos. Mas, depende do tempo que estão mortos. Precisam estar no máximo dois anos mortos. Isso é o mais tentador.
– Essa pedra...você sabe onde está?
– Sempre muda de lugar, mas só enquanto ninguém esta a sua procura. Quando alguém começa a procurá-la, todos ficam sabendo. Quer dizer, todos do mundo mal. Demônios, Fantasmas...e assim, dão pistas para encontrá-lo.
– Uau. – disse Ana finalmente terminando o sorvete. – Há muita coisa nesse mundo que eu não sei. – parou por um momento, e olhou para James, séria – o que acontece se uma pessoa normal acha a pedra?
– Isso é impossível. O lugar em que ela se encontra é cheio de obstáculos que só magia seria capaz de desfazê-los.
– Mas por que alguém iria criar obstáculos para chegar ao lugar em que uma pessoa poderia ressuscitar ela?
– É o mal. Eles amam morte de outras pessoas, amam ver elas lutando. Amam saber que o que elas aprontaram é resultado da morte de alguém. Muitas pessoas tentaram, mas desistiram. Aqueles que conseguiram fugir do lugar em que estavam, acredite, são muito sortudos. A partir do momento que você decide buscar a pedra, todas as criaturas malignas te perseguem. Apenas magia forte para detê-los, se quer saber.
– Uau, isso não traz beneficio nenhum.
– Eu duvido que essa pedra possa trazer alguém de volta a vida, parece ser só mais alguma tentação. O mal é o único que pode fazer isso, infelizmente, e acho que não iriam querer ver pessoas voltando á vida. Prefere vê-las sofrendo.
– Mas e se realmente traz mortos á vida? Nossa, que horror.
– Se você quebrar a pedra, eles podem te matar, todos que saírem. Mesmo que possa ressuscitar, eles não prometem nada de não te matar. Ah, mais uma coisa, promessa é algo realmente forte no nosso mundo. Até para o mal.
– Então se eu quebrar uma promessa...?
– Sofre coisas horríveis, tortura.
Ana respira fundo, parecendo um tanto assustada.
– O que me deixa pior é que eu sei que não vou poder me defender até matarmos aquele demônio. E como vamos saber qual é o demônio?
– Se você chegar perto dele ele vai fazer alguns movimentos estranhos, vai tentar te possuir novamente, é aí que Ralph e eu entramos. Nós sabemos muitos feitiços, entende? Podemos te proteger, mas só quem realmente te conhece pode matá-lo.
– Emily e Mary me conhecem desde a 6ª série. Por favor, eu preciso saber os riscos delas fazerem isso.
James hesitou.
– É...bem, o demônio...é bem forte, sabe... ele pode possuir elas se não agirem rápido. Mas, por sorte, os demônios andam sozinhos, odeiam companhia. Então teremos que matar só um.
– Eles são visíveis, certo?
– Com você por perto, ele vai ser visível. É que, na verdade, quem possui magia negra dentro de si consegue desvendar a capa do demônio...é que nem aquela capa da invisibilidade do Harry Potter, só que diferente.
Ana riu, e James ficou sorrindo com vergonha
– É melhor voltarmos – disse Ana fazendo menção de pagar o sorvete.
– Não, Ana, deixa que eu pago. – e antes de ouvir a opinião de Ana, levou o dinheiro ao caixa. – Pronto, vamos?
Ana fez uma cara mais ou menos do tipo eu-que-devia-ter-pagado antes de ir de volta para casa com James.
– James, eu quero meus poderes logo! – disse ela a dois passos da casa. – Espera, se esconde, meu pai vai estranhar se te ver.
James sorriu e simplesmente desapareceu.
– James? James!
– Calma, eu estou aqui. – cochichou o menino – outra vez, é só magia.
A menina suspirou e entrou na casa,esperou cinco segundos antes de fechar a porta, tempo que achara suficiente para James entrar na casa. Subiu ás pressas para o quarto, e de repente um James sorridente apareceu do seu lado.
– Que susto! – cochichou a menina, entrando no quarto.
A vista dele ia mudando, de um quarto gótico ia para um quarto que parecia feito de ouro, e depois ia para uma coisa patricinha demais.
– Meu quarto! – falou Ana, olhando para todos os lados impressionada.
Mal terminara a frase quando o quarto voltara ao que era normal. Uma parede pintada de vermelho, uma cama de casal e escrivaninhas encostadas nessa parede, e em outra, pintada de branco, a mesa do computador, um mural cheio de fotos e avisos. Do lado direito dessa mesa, uma parede também pintada de branco possuía uma janela enorme, com uma cortina aberta, e no canto da parede do computador uma porta que ia para o banheiro.
– Anabelle! Eu ia transformar seu quarto em uma coisa patricinha, você gostou do ouro? – disse Mary com seu charme superior.
– Ah, é, claro, você podia ter deixado pra eu pegar um pouco, não?
– Não eram reais, bobinha! – disse Emily rindo. – Nossa, já aprendemos tanta coisa! Olha só.
Emily pegou uma faca e arranhou a parede.
– Emily! – gritou Ana confusa
– Calma! – e, apenas fechando os olhos, a parede voltou à mesma coisa de sempre, como se absolutamente nada houvesse acontecido naquela área.
– Uau! Eu queria fazer isso também – disse Ana ignorando as caras tristes que se direcionaram para ela
– Mas meninas, isso ainda não é nada, quando começarem a aprender feitiços mais pesados, como para ferir alguma coisa, vai usar muita energia de vocês.
– Esses são os que precisam de palavra?
– Nem tanto. Só alguns. Querem aprender agora?
– Hm, pode ser.
***
Dois dias depois, as meninas dominavam quase tudo na magia, era hora do feitiço mais importante.
– Hoje á tarde, depois da escola, vocês iram aprender o feitiço que vai matar o demônio.
– Vocês não estudam não? – perguntou Ana ao James e Ralph
– Estudamos...feitiços. Não, brincadeira. Sim, estudamos, mas que sempre nos escondemos de vocês no colégio. – respondeu Ralph rindo.
– Não me atrevo a perguntar por quê.
– Não até tiverem os poderes, é uma longa história. – o garoto deu uma piscadela para as garotas – temos que ir, até depois.
O tempo nunca tinha andado tão devagar para todos. Educação Física então? Foi a coisa mais rápida, na verdade. Depois de longas sete horas naquele colégio que chegara a ser insuportável, finalmente só precisavam pegar Michelle e irem aprender mais ainda.
A caminho da creche, todos se depararam com uma criatura que tinha tamanho de uma aranha-mãe, ia até o joelho de todos, na verdade, parecia realmente uma aranha. Mas ao em vez da peluda pele que tinha em si, parecia mais metal pintado. Ralph e James se colocaram na frente das garotas, e segundos depois, aquela “aranha” havia corrido embora.
– O que era aquilo? – perguntou Mary atrás de Emily e Ana
– Succa-maleum. Mas se preferirem chamar, aranha mecânica. – disse Ralph ainda olhando para o ponto onde a aranha mecânica estava.
– Ah, então era uma aranha? – Emily puxara Mary para o meio antes de perguntar.
– Mais ou menos. Elas são projetadas para o mal, entende? Também são malignas.
– E fáceis de derrotar? – terminou Ana
– Era só uma, e precisou de nós dois. Nem tão fácil.
– Uau. Quantos seres malignos existem?
– Vários, pois é. – disse James puxando o resto para finalmente chegarem á creche.
– E minha irmã, ela...também é que nem eu? – perguntou Ana olhando sério para James e Ralph
– Bruxa? Sim. Com magia negra? Não. – respondeu Ralph olhando para Ana ainda andando.
– Ok, e por que eu sim e ela não?
– Só vai para a primeira filha ou filho da família.
– Hm... – e antes que pudesse acrescentar mais alguma, haviam chegado na creche, Michelle já esperava lá fora. – Por que já esta aqui fora?
– Eu estava morrendo de raiva de uma menina, e a sala começou a pegar fogo – disse a menina sem saber o que estava acontecendo.
Todos se entre olharam, por que, obviamente, ela não podia ter magia negra dentro de si.
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