domingo, 19 de fevereiro de 2012

Capitulo 7 - Apenas o começo.


         Emily assustou-se. Mal podia acreditar que segundos longe de sua vista e Anabelle já teria sofrido outro acidente.
         – O que aconteceu Maryane? – gritou Emily furiosa.
         – Eu não sei! Eu não sou a fada madrinha para ter certeza de tudo. – retorquiu, ofendida. – Ela começou a engasgar-se e caiu. Eu não tive tempo de fazer nada!
         – Engasgar? – interferiu Ralph, preocupado. – Como engasgar?
         – Engasgar, oras, ela começou a tossir e disse que tinha algo prendendo a garganta dela. Depois eu tentei ajuda-lá, mas ela engasgou e caiu. Eu estava muito preocupada para prestar atenção nos detalhes
         Ralph, aparentemente inquieto, correu escadas acima, deixando Emily e Mary com perguntas e preocupações.
         Parando na porta do quarto da pequena Michelle, Ralph depara-se com uma menina nada doce, nem agradável. Rosnava, contorsia-se, e maltratava-se como ninguém nunca jamais vira. Fazia cortes em si mesma, parecia fora do controle.
         A garota, por fim, notara a presença do mais velho. O olhou com tal desprezo, que Ralph começou a sentir a raiva dela penetrando sobre seus sentimentos, tomando conta de todos eles.
         Michelle então despertara os pensamentos de Ralph que, por alguns segundos, haviam sido tomados pela sua raiva. Pulou agressivamente para o menino, derrubando-o. Ralph pensara que seria muito fácil domar esta “fera”.
         Estivera enganado. Com as forças que nenhuma garota de cinco anos poderia ter, a pequena garota tentava morde-lo com grande força.
         Lá em baixo, Emily e Mary reparavam nas feridas que formavam-se nos braços, nas barrigas, e em tudo quanto é lugar sem razão alguma. Emily decidiu subir e ver o que estava acontecendo.
         – Emily…tome cuidado, ok? – pediu Mary.
         – Pode deixar…não deve ser nada demais.
         Emily enganara-se. Quando terminou de subir as escadas, que pareciam ter gerado mais degraus, finalmente deparou-se com uma briga de um adolescente de dezessete anos e uma garotinha de cinco.
            – Ralph! – reclamou a adolescente, chocada.
         – Exempti! – gritou Ralph, e segundos depois Michelle havia voltado a sua aparência normal, e uma criatura parecida como um E.T gritava e pulava no quarto da criança, desesperada. A menina mais nova permanecia desacordada, e o E.T confuso e com falta de ar.
         Michelle finalmente acordou, agora pálida e confusa. Desesperadamente,  o E.T respirou profundamente.
         – Emily…caso queira saber, esse é o…
         – Hignoty, mais conhecido como E.T por possuir caracteristicas que descreveriam um E.T. Tem o poder de assumir um corpo humano, com a maldição de ficar preso à esse corpo para sempre. Enquanto o corpo permanecer vivo, o E.T permanence vivo, e se este corpo morrer, o E.T morre. É uma maldição, muito raro ver um Hignoty decidir ou concordar em assumir tal sacrifício. São muito faceis de serem derrotadas, porém se possuirem algum corpo humano em suas almas, matará também o tal corpo que ele possui. – terminou a garota, como se estivesse lendo em voz alta tudo que dizia.
         – Tia Emily! – brandou Michelle, correndo para seus braços como se esperasse ser socorrida.
         A adolescente educadamente abaixou-se e sorriu para a menina, tentando difícilmente esquecer o que acabara de notar: ela poderia morrer a qualquer segundo.
         – Quero que tente esquecer tudo que aconteceu, está bem? –  disse a garota, segurando-se e gastando todo seu “escudo
anti-lágrimas” – Mas também quero que fique esperta, e ande sempre com algum mais velho que você conheça!
         – Está bem. Mas por que tenho tantos cortes e meu corpo dói tanto?
         – Em pouco tempo você nem vai mais senti-lás, está bem? Vem, eu vou dar um jeito nesses machucados.
         Emily levou Michelle até o banheiro, enquanto Ralph decidia o que fazer com o E.T
         – Buxum Speculum – pronunciou o menino, segundos depois vendo um quadrado enorme de vidro formar-se ao lado do E.T. Antes que a criatura pudesse fazer algo, ele pronunciara por fim “Tenerent”, prendendo-o nessa caixa.
            O E.T por fim acreditava que poderia quebrar o vidro, mesmo estando preso a ele. Esperneava-se, empurrava a si mesmo de um lado para outro, até finalmente exaustar-se de tanto se bater.        
         – Você pode tentar o quanto quiser, só não vai conseguir sair daí. – Informou o bruxo pouco antes de descer as escadas.
         Encontrara, por fim, Anabelle reclamando de dores, Mary individualmente arrogante, e gotas de sangue por volta de Ana.
         – Ana…você está bem?
– Eu acho que sim…o que houve? – respondeu.
Antes que Ralph pudesse começar a falar, Emily desceu com Michelle, ambas com linhas curtas e finas de sangue e a pequena com curativos.
– Miche…– falou Ana com a voz fraca. Olhou de Emily a Ralph, procurando respostas. Parecia desapontada e preocupada.
– Nós não pudemos evitar isso…Ana. Quando descobrimos, ele já estava dentro dela e não tinha nada que pudessemos fazer.
– Se eu soubesse que tinha alguma coisa a ver com a Miche eu não teria descido, teria ido diretamente para o quarto dela. Desculpe, Ana.
– Desculpar pelo quê?
Emily respirou profundamente, e então disse:
– Vou levar a Miche para o parque.
Sem mais delongas, saiu com a pequena em seus braços, seguida por vários olhares estranhos.
Mary fez a típica cara de “que-menina-estranha” antes de subir, sem falar uma sequer palavra.
Finalmente, só restavam Ralph e Anabelle naquela casa. A garota lançou-o um olhar amedrontador, como se já esperasse a pedra que iria cair sob ela.
– Hignoty, mais conhecido como E.T, possui o poder de possuir o corpo de uma pessoa, e tudo que ele fazer afetará a pessoa da qual ele possuiu. Mas, ao mesmo tempo que ele penetra no corpo da pessoa, ele fica preso ao corpo da pessoa até que essa pessoa morra ou ele se mate. Estabele-se uma conexão entre os dois, então tudo que um fizer afetará o outro.
– Então, o Hignoty e conectou á minha irmã? – perguntou, sem entender.
– É, mas enquanto nós mantermos ele a salvo, sua irmã também se manterá.
Ralph parecia particurlamente surpreso, até agora Anabelle não gritou ou chorou. Desejou, por então, nunca ter pensado nisso.
– ELA VAI MORRER E A CULPA É TODA MINHA! – berrou Anabelle, desabando em lágrimas.
Fora um ato tão repentino que Ralph sentiu uma onda emocional derrubar Ana.
– Ela não vai morrer, Ana.
– Vai sim, ela…vai morrer. – disse entre engolidas secas – Eu preciso fazer alguma coisa…algum feitiço, qualquer coisa. Eu preciso reverter isso, preciso reverter…eu preciso…ajuda-la.
– Ana, nós vamos dar um jeito, você só precisa ao menos se acalmar. – tentou Ralph, quase tão desesperado quanto Ana.
         Porém, a garota parecia não ter ouvido uma palavra sequer. Correu escada acima, seguida por Ralph – que se sentia um tanto ofendido pela amiga ter ignorado suas palavras.
         – Ralph, o que era para estar nesse vidro? – perguntou a menina, olhando-o com tal preocupação que mal conseguia conter sua respiração brava e contínua. – E a Mary? Onde está a Mary? Mary!
         O garoto não entendia nada. Em muito pouco tempo, Mary havia sumido sem um grito, o E.T havia se soltado da caixa de vidro, enfeitiçada para ser destruída apenas por fora. Teria Mary alguma coisa a ver com isso?
         Anabelle correu para seu quarto. Ralph revistava o quarto da pequena, com a caixa de vidro quebrada na parte superior. Eram tantas perguntas naquele momento, mas ele só queria saber se Michelle estava bem.
         Sacou o telefone e ligou para Emily.
         Chamou, chamou, mas ninguém atendia. Foi como ligar para os bombeiros enquanto sua casa estivesse pegando fogo, mas eles estarem tomando uma xícara de chá.
         – Ralph! – chamou Anabelle. Não demorou muito para ele ir ao quarto da mais velha.
         Além da janela aberta, alguns objetos quebrados, enfeitiçados, e um quarto completamente desarrumado. Pareceu que houve uma briga ali, antes de alguém fugir.
         Poucos segundos depois, o celular de Ralph tocou apenas uma vez. Era uma mensagem de Emily.
         “Pouco tempo para explicar. Vocês precisam vir no parque, Michelle está em perigo, o E.T escapou. iguaheuibaeg”
         Ralph não conseguira entender as ultimas letras, mas deduziu que alguém tomou seu celular, ou algo do tipo. Sem dar explicações para Ana, puxou-a para o parque mais próximo.
         Estava vazio, e algumas pessoas corriam para longe dele. Aproximando-se mais, podia-se ver o E.T e Michelle, e logo depois duas adolescentes com receio de usar magia.
         Anabelle, após se dar conta da situação, nada fez a não ser correr para perto dela. Ralph tentava impedi-la, tudo em vão.
         – Seu imundo idiota! – gritou Anabelle, quando finalmente alcançou o quarteto. O E.T olhou com profundo desprezo, antes de notar que era a filha de charlotte que estava esperando.
         – Belle! – gritou Ralph, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, a própria Michelle lutava contra Belle.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Capitulo 6 - Passagem para o Inferno.

            – Não...QUE DROGA ANABELLE! – gritou Ralph, sem saber o que fazer.
            – Desculpe-me, eu não queria deixar ele lá, ele foi me empurrando até o portal...e-eu não tive escolha! – retorquiu Ana parecendo engolir a raiva que lhe havia subido com tal força.
            – E agora, como vai ser? Não posso simplesmente ficar parado aqui vendo o portal se fechar e nenhum James aparecer.
            Lentamente, o circulo que uma vez impedira as irmãs Charlotte de chegarem perto de seus amigos agora se desfazia desviando a atenção de todos. Aos poucos, aquela floresta novamente tornara-se um lugar escuro.
            Anabelle relembrou: ela restaurara sua magia. Agora poderia fazer com que ali pegasse fogo novamente, mas não sabia como.
            – Ana... – disse Mary, sentando-se ao lado da amiga. – Nós...nós trocamos de corpo com elas, mas não sabemos direito quem elas são...mas...nós confiamos nelas...deu tudo certo?
            – Elas são Jennifer Ringkong e Katarine Nooky. Eram as amigas de Elisa Charlotte. Grandes amigas. Um trio inseparável. – disse Ralph olhando para o chão.
            – Ralph...se acalme, está bem? Nós vimos James, ele está bem. Não vão matá-lo...eles disseram isso para o próprio James. Vão mantê-lo prisioneiro até que as filhas de Charlotte voltem a frequentar aquele lugar – disse Emily agachando-se pelo lado do amigo.
– Não posso simplesmente esperar até que tenhamos outra oportunidade de ir ao inferno. – respondeu o amigo curto, grosso e irônico.
Michelle apareceu em frente á sua irmã. Parecia não compreender nada.
– Como foi que você fez aquilo? Como você fez magia, Miche?
– Não fui eu... –disse a garota inocentemente.
– Como assim? Então...espera, como assim não foi você?
– Foi mamãe.
– O que? Explique-me essa história melhor menina.
“Ouvi mamãe dizer que iríamos dar uma volta, então eu fui, ela disse que já voltava e que era para eu esperar ali. Fiquei esperando ela dizer algumas palavras e depois voltar para mim. Então ela disse que era hora de nós voltarmos.” Explicou a menina calmamente, como se tudo estivesse normal.
Agora, todos retribuíram sua atenção para o circulo que fechava. Ralph não conseguiu aguentar o olhar de saber que o amigo não iria fazer um daqueles atos heróicos de cinema e pular bem no último instante.
– Vem, Ana...precisamos ir pra casa... – disse Ralph estendendo a mão para a menina. Ela mal podia acreditar que o arco havia mesmo se fechado e que James ainda estava lá.
A menina agora lembrara cem por cento que sua irmã de cinco anos permanecia lá, procurando alguma resposta.
Anabelle então deu a mão para Ralph, e estendeu sua mão livre para a irmã caçula que imediatamente pegara sua mão.
– Ei, Ana, quer que vamos dormir na sua casa hoje? – disse Mary com Emily do lado, ambas em pé.
– Não precisa, a mãe de vocês vão se preocupar. Eu vou ficar bem.
As duas acenaram vagarosamente, e então partiram para suas respectivas casas.
            – Você se importa se eu for para sua casa? Eu não quero aparecer na casa de James sem o James... – começou Ralph sem jeito.
            – Claro...claro. Vamos. – e começaram a trilha para a casa dos Charlotte.

            Algum tempo se passou, e nenhum sinal de portal aberto, James Pakene e nem que passagem para o chamado “Inferno”. Anabelle já não dormia direito, e Ralph? Dormia quase que o dia inteiro afim de não ter que pensar que o amigo está lá...mas não adiantava. Ele sonhava todas as noites com uma coisa que não havia acontecido consigo mesmo.
            Ele estava a metros distante do chão, acabara de despertar de uma inconsciência que lhe custou. Quando levou sua cabeça para baixo, percebera que estava amarrado em um lugar muito parecido com o inferno. Ele tentava usar qualquer magia...qualquer uma...mas se sentia um humano vazio. Sem poderes e nem nada. Ouvira passos cada vez mais fortes e mais altos e, então, uma criatura que Ralph jamais vira ao vivo, mas sabia exatamente quem era, estava extremamente furiosa com outra menor ao seu lado.
            – Kaya, eu lhe pedi para trazer Ralph Hicon também e você me trás o que? Nada! Mando-te numa grande missão e você fracassa! – a voz parecia ainda mais furiosa do que os passos. A filha do demônio parecia se segurar para não estrangular o Gnomo Maligno.
            – Ei! – gritou Ralph...
            Aquela criatura olhou para Ralph como se só notasse agora a presença do garoto. “Ralph, Ralph! Ralph, Ralph” ela repetia. Sua voz ia diminuindo...cada vez mais fraca.
            Ele se encontrava deitado na cama de Anabelle, no que parecia ser uma tarde qualquer com um sol escaldante por trás das cortinas. Olhando mais fixamente, encontrara uma loura com a mão em seu braço aparamentemente preocupada.
            – Você está com o coração muito forte Ralph...teve o mesmo sonho novamente?
            – Ele foi...maior. – respondeu o garoto sentando-se e finalmente reparando que ali também estava Emily. – A filha do demônio estava a minha procura. Mas era eu que estava lá. E quando gritei a minha voz era a de James.
            Ana olhou de Emily, que fez uma expressão preocupante.
            – Está na hora de levantar, Ralph. – disse Emily tirando os olhos do garoto na face de Ana. – Você está muito quente.
            – Como sabe? – por um momento, havia esquecido que existia magia no mundo.
            Anabelle encostou-se a ele, e finalmente o garoto não sentia mais tanto calor. Lembrara-se também que Ana recuperou seus poderes.
            – Tudo bem...ta certo...onde está Mary?
            – Foi estudar formas de abrir um portal. – disse Emily com severidade, sem olhar para a cara dos dois servindo-se de um copo d’água na cabeceira da cama. Parecia pensativa.
            “Nós vamos tentar abrir o portal” disse Anabelle parecendo soltar um sapo da garganta “Eu sei que você não quer nós todas arriscadas e sei também o quanto deseja James de volta mais do que todas nós. Ralph, não vamos voltar atrás.” A garota parou de explicar após perceber que Mary havia chegado.
            – Eu achei! Eu achei! – entrou no quarto gritando de excitação. – Ralph, acorda! – e finalmente levou um susto e calou-se.
            – Deixe-me ver. – disse Ana decidida. Mary entregou-lhe o livro empoeirado e velho, mas que parecia conter linhas de ouro na capa.
           
FEITIÇO DO PORTAL (Ostium Apertum)

Este feitiço requer alto nível de treinamento mágico e capacidade mental.
Quaisquer danos causados serão muito prejudiciais e alguns poderão somente ser tratados em um hospital mágico próximo á você. Este feitiço requer Chakra.

Para executar este feitiço, duas ou mais pessoas precisam conjurar um círculo de água. É dali que irão atravessar o portal. Podem passar apenas uma pessoa pelo portal, enquanto duas outras continuam a colocar suas forças no círculo. Enquanto a força de duas ou mais pessoas penetrar no portal, ele permanecerá aberto. O destino será escolhido mentalmente pelas duas ou mais pessoas que pronunciaram o feitiço.
Erros fatais do feitiço: Pronunciação errada (Energia sugada pelo portal)
Destino não existente: (Possivelmente o bruxo ou bruxa irá parar em algum lugar “sem saída”)
Destinos não recomendados:
Inferno (Requer muito mais energia)
Cidade das Criaturas Místicas (Criaturas não gostam de magia)
Laboratório Mágico (Não pode materializar um portal perto ou dentro do estabelecimento por ser um local de extrema importância)
Cidade do Dinheiro*(Portais não autorizados levam á prisão.)
*Não sendo Dinheiro a ser gasto, e sim a grande mansão central da Política Mágica

– Não, não não...vocês não podem fazer isso! É muito perigoso e requer Chakra! – disse Ralph desesperado.
– Nós temos que tentar! E o que é Chakra?
– É o que faz e refaz sua energia. Se acabar seu chakra, você morre. – disse Ralph convencido de que isso iria mudar a opinião das garotas. – Seu chakra é a base da sua energia, sem ele você não repõe energias, seu corpo...desliga.
– Não faz mal. Se é para salvar o James, nós iremos fazer tudo que for preciso.
            Ralph sentiu a fúria de James se soubesse disso. Mas o amigo também sentiu sua própria felicidade só de pensar em rever o amigo. E também soube que por mais que James ficasse furioso, ele estaria a salvo.
      – Eu só topo se eu puder fazer o feitiço também.
As meninas todas sorriram contentes. Ralph não parara de pensar no amigo e de quanto queria tê-lo de volta.
       – Então vamos! – disse Mary acordando Ralph, que parecia pensar em como seria rever James depois de passadas 2 semanas. – Não temos tempo a perder.
      E finalmente, todos saíram daquele quarto uma vez escuro. Emily acabara por não querer sair de lá tão cedo afinal, fora ela quem abriu as cortinas e ajeitou a cama.
      – Emily, você não vem? – apareceu então Ralph na porta perguntando-se o que a menina ainda fazia ali.
      – Eu... – mas fora interrompida.
      Um grito ecoou por toda a casa. Emily e Ralph rapidamente desceram as escadas e depararam-se com uma Anabelle inconsciente no chão e uma Maryane desesperada.